Em que mundo você vive?
Jesus, em João 17:16, orando por nós, seus discípulos, afirma: "Eles não são do mundo, como eu do mundo não sou". Vamos refletir sobre esta verdade? Nós não somos deste mundo, nós estamos neste mundo. Então, se não somos deste mundo, de que mundo nós somos? Fisicamente estamos neste mundo, vivemos e nos movemos nele, mas, uma vez que nascemos espiritualmente quando somos alcançados pela fé em Cristo, este novo nascimento nos promove a um novo mundo, o mundo espiritual, e a uma nova vida, e esta nova vida espiritual se reflete, ou deveria se refletir, na vida que vivemos neste mundo.
Vou fazer uma pequena pausa no raciocínio acima para falar sobre aculturação. Entender este fenômeno sociológico nos ajudará a compreender o que significa, como crentes, estar neste mundo e não ser deste mundo.
Considerando uma das possíveis definições, podemos afirmar que aculturação é o processo de transformação cultural que ocorre quando dois ou mais grupos com culturas diferentes entram em contato direto ou indireto, resultando na troca, incorporação ou perda de hábitos, valores e traços de identidade.
Somos dois grupos vivendo neste mundo: os salvos em Cristo e os não salvos. Vivemos em meio a duas culturas: a cultura do mundo e a cultura do Céu.
A cultura do mundo despreza Deus e tudo que vem da parte de Deus. Despreza a Palavra de Deus e os princípios que ela ensina. Relativiza a verdade e o pecado.
A cultura do Céu nos lembra de Romanos 12:1-2, que nos alerta que não devemos nos conformar, nos moldar, incorporar os valores e comportamentos mundanos, mantendo uma perspectiva e conduta alinhadas com os princípios de Deus.
Isso deve nos lembrar que, embora como cristãos vivamos fisicamente neste mundo, nossa lealdade, nossos valores e identidade pertencem a Deus e às leis do Reino do Céu, e não às normas e práticas do mundo secular.
Então, retomando nossa reflexão sobre a oração de Jesus em 17:16, concordo com Joyce Meyer quando afirma que estar no mundo, mas não ser do mundo significa não absorver atitudes e comportamentos que contradizem os princípios de Deus, como violência ou insensibilidade diante do sofrimento alheio. Devemos buscar a orientação de Deus em todas as situações, perguntando como Ele deseja que reajamos aos acontecimentos ao nosso redor. Devemos tomar decisões e agir de acordo com os valores divinos, mesmo quando a sociedade promove padrões contrários. Nosso compromisso deve ser com a santidade, mantendo a integridade moral, refletindo a presença de Deus em nossas vidas.
Se entendemos que estamos neste mundo, mas não somos deste mundo, não podemos descuidar em tempo algum, deixando de buscar a presença de Deus em oração e na Palavra, praticando o serviço cristão e o amor ao próximo, mas, acima de tudo, ansiando pela volta de Cristo, quando Ele há de nos levar para viver com Ele. Então não teremos mais que viver entre dois mundos, porque em Apocalipse 21.27 João nos afirma que lá, na cidade celestial, no Reino do Céu, não entrará coisa alguma que a contamine... Não haverá mais dois mundos, duas culturas, dois grupos de pessoas vivendo juntas, mas só aqueles que estão inscritos no Livro da Vida do Cordeiro. MARANATA!
Maria Genaina Reder
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